22nd nov

2013

Ressecção de Tumores de Pele (Lesões Benignas e Malignas)

Procedimento realizado em ambiente hospitalar, porém este procedimento também poderá ser realizado com anestesia local no centro cirúrgico da clínica Medeor, dependendo do tamanho do tumor, da escolha e do perfil do paciente. Vale ressaltar que o centro cirúrgico da clínica Medeor está habilitado e regido pelas normas da ANVISA.

A palavra tumor pode ter designação benigna ou maligna, que a um exame clínico ou mais precisamente a um exame anátomo-patológico será feito o diagnóstico. Devemos de modo simplificado chamar a atenção para aquelas lesões que apresentam crescimento, mudança de cor, mudança de tamanho, enfim lesões que tenham se modificado, pois tem maior chance de serem malignas. Orientamos que as pessoas realizem um auto-exame, principalmente se tem história de familiares com este tipo de lesão. Nossos comentários serão para estas lesões, estendendo-se a pintas.

1 – Tumor

O câncer da pele é um tumor formado por células da pele que sofreram uma transformação e multiplicam-se de maneira desordenada e anormal dando origem a um novo tecido (neoplasia). Entre as causas que predispõem ao início desta transformação celular aparece como principal agente a exposição prolongada e repetida à radiação ultravioleta do sol. O câncer da pele atinge principalmente as pessoas de pele branca, que se queimam com facilidade e nunca se bronzeiam ou se bronzeiam com dificuldade. Cerca de 90% das lesões localizam-se nas áreas da pele que ficam expostas ao sol, o que mostra a importância da exposição solar para o surgimento do tumor. A proteção solar é, portanto, a principal forma de prevenção da doença. Os principais tipos de câncer de pele são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma.

Tratamento do câncer de pele: o tratamento é cirúrgico na maioria das vezes ou através da destruição das lesões por radioterapia ou criocirurgia com nitrogênio líquido. Quanto antes a lesão for retirada, maior a chance de se curar a doença e de se evitar a disseminação de células cancerosas para outros órgãos (metástases), muito rara nos casos de carcinoma basocelular, mas muito freqüente nos casos de melanoma não tratados. O procedimento pode ser realizado no consultório com anestesia local, a incisão deve ter margem de segurança e o material ser encaminhado para exame anátomo-patológico. Como qualquer tratamento cirúrgico teremos uma cicatriz.

2 – Pintas e Sinais

Normalmente são chamadas de pintas as lesões denominadas pelos médicos de nevos melanocíticos. Pintas ou nevos são lesões planas ou elevadas, cuja coloração pode variar da cor da pele ao negro. Podem ser congênitos (quando presentes ao nascimento) ou adquiridos (quando surgem após o nascimento). Alguns ainda podem apresentar pêlos. Os nevos podem ser pequenos, puntiformes ou até gigantes, aqueles que atingem grandes áreas do corpo. A grande maioria dos nevos é benigna, porém alguns deles podem se transformar em câncer de pele. Portanto é importante sempre examinar as pintas. O conceito de que pintas de nascença são benignas nem sempre é verdadeiro, principalmente nos nevos gigantes. Vale lembrar que, geralmente, as pintas começam a aparecer na infância e tendem a aumentar em número até a meia idade, quando podem diminuir. Predisposição genética e exposição ao sol são os fatores que fazem com que algumas pessoas tenham mais pintas do que outras. O número de pintas varia muito, mas a maioria dos adultos brancos possui entre 10 a 40 pintas na pele, mas existem pessoas que tem até mais de 100 pintas.

Remoção das pintas: as pintas que forem suspeitas, ou seja, aquelas que tem potencial de se tornar um câncer de pele, devem ser removidas através de uma pequena cirurgia. Em primeiro lugar é feita uma anestesia local e então, com um bisturi, o médico retira a pinta com a margem de segurança apropriada e envia o tecido para exame anátomo-patológico. Geralmente fica uma pequena cicatriz no local.

Complicações

Um preparo pré-operatório adequado é fundamental para evitá-las. É importante notar que todas as complicações são mais comuns em pacientes fumantes, sendo indispensável parar de fumar por pelo menos 15 dias antes da cirurgia.

Gostaríamos de esclarecer que podem ocorrer complicações, seqüelas e decorrências próprias desta, tais como persistência de cicatrizes aparentes, hipertróficas ou queloideanas (aumento de volume da cicatriz), discromias (mudança de cor), longas e alargadas, deiscência de sutura (abertura de pontos), necroses (morte tecidual) localizadas, hematomas (acumulo de sangue), sangramento, seroma (coleção de líquido), reações inflamatórias, alérgicas e infecciosas, ausência ou exarcerbação de sensibilidade, excessos dermo-gordurosos, com necessidade de retoques, tromboses e embolias (coágulos pelo sangue), bem como suas seqüelas, entre outras.

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